Não subestime a maconha

Estudo da British Lung Foundation diz que as pessoas perigosamente subestimam os riscos de saúde ligados a fumar maconha. Há ligações científicas entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite e câncer

Estadão

06 Junho 2012 | 19h26

Especialistas alertam que as pessoas perigosamente subestimam os riscos de saúde ligados a fumar maconha. A British Lung Foundation entrevistou mil adultos e constatou que um terço, erroneamente,  acredita que a Cannabis não prejudica a saúde e  88% pensavam, incorretamente, que cigarros de tabaco seriam mais prejudiciais do que os de maconha – quando um cigarro de maconha traz os mesmos riscos de um maço de cigarros.

Os números mais recentes mostram que 30% das pessoas entre 16 e 59 anos de idade na Inglaterra e no País de Gales usaram Canabis em suas vidas.

Quase 40% dos entrevistados com até 35 anos de idade – a faixa etária mais propensa a ter fumado cannabis – acreditam que maconha não é prejudicial.

 Médicos afirmam que há ligações científicas entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite aguda e câncer de pulmão.
O uso de Cannabis também tem sido associado ao aumento da possibilidade de o usuário desenvolver problemas de saúde mental, como a esquizofrenia.

Parte da razão para isso, dizem os especialistas, é que as pessoas, ao fumar maconha, fazem inalações mais profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros de tabaco.

Isso significa que alguém fumando um cigarro de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e cinco vezes mais monóxido de carbono