Cheguei!

Estadão

26 Novembro 2009 | 22h58

Depois de três horas de voo num Hércules da FAB e 24 horas a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano – onde não foi possível obter acesso à internet – cheguei, há meia hora, à base brasileira na Antártida, a Estação Comandante Ferraz.

hercules

A bordo do Hércules, a lotação não era muito grande, o que ajudou a tornar o voo quase tao agradável quanto um passeio de classe econômica, e com uma refeiçao de fazer inveja a linhas comerciais – esfiha, torrada, manteiga, geleia, suco e chocolate quente, com frutas secas e um chocolate recheado de leite condensado de sobremesa. Vi gente que ganhou polenguinho tambem, mas nao tive essa sorte.

hercules2

Durante o pouso do Hercules (por algum motivo, este teclado parou de acentuar assim que comecei a inserir imagens no post. Perdao ai, gente), antes que o aviao pare de correr na pista, o compartimento de carga se abre um pouco. A imagem acima foi feita nesse momento.

frei

Em Eduardo Frei – a base chilena na Ilha Rei George onde pousam os voos brasileiros com destino a Antartida -, os chilenos gentilmente se ofereceram para nos levar ate a praia onde o bote do Almirante Maximiano iria nos buscar para completar o percurso ate Comandante Ferraz. O veiculo em que embarcamos era meio parecido com este da foto. Ao fundo, ve-se o Hercules onde viajamos.

 

foca

Na praia, antes de embarcar no bote, vimos a foca acima. Enquanto eu corria para chegar perto e fazer a foto, afundei na neve ate o joelho – acho que fiquei um pouco abalado pela experiencia: a foto poderia ter saido bem melhor, ao menos no que diz respeito `a pose do modelo que, a despeito do que pode parecer, nao esta rolando de rir da minha cara.

maxhangar

O NPo Almirante Maximiano e um navio enorme, muito maior que o NAp Oc Ary Rongel. Ele se destina a servir como base de pesquisas cientificas (nesta quinta-feira, lancou um helicoptero com cientistas para estudar aves numa ilha – a imagem acima foi feita de dentro do hangar do navio, visando o heliponto), complementando a funcao desempenhada pelo Ary, que se dedica mais ao transporte de carga e suprimentos para os pesquisadores que se encontram em Ferraz.

 berg1

Uma vez a bordo e sem acesso a internet, o que me restou foi conhecer o navio, entrevistar seus oficiais (mais sobre isso no futuro) e, claro, tirar fotos. Muitas fotos. A de cima e o meu promeiro iceberg.  A de baixo, minha primeira pasisagem do continente antartico.

antart

O último trecho da viagem foi especialmente emocionante, já que tivemos de descer do convés do navio para um bote de borracha sob neve e vento forte – foi o momento mais “heroi de ação” que já vivi desde que capotei um carrinho de rolimã na descida há cerca de 30 anos – mas valeu a pena. Incidentalmente, neste momento, os trajes especiais para frio que recebi da Marinha estão numa sala especial de Ferraz, secando.

Desse trecho, nao fiz fotos, basicamente para evitar que minha humilde xeretinha virasse lixo ambiental no mar antartico. Durante o periodo a bordo do Max (como o Almirante Maximiano e chamado por quase todo mundo) fiz um filmete com a camara de um iceberg passando pelo navio, que vou publicar no YouTube e linkar por aqui nos proximos dias. Desculpem o estilo fotonovela deste post, mas era muita coisa para por em dia! E boa-noite… (embora aqui o Sol ainda nao tenha descido para o crepusculo).