Dia cheio

Estadão

10 Dezembro 2009 | 08h04

Ainda pela manhã devemos embarcar no Ary Rongel, para acompanhar um grupo de cientistas que está recolhendo amostras de sedimento do fundo do mar. O bote encosta na praia às 10h. De tarde, se der, faremos um sobrevoo de helicóptero do navio e da EACF, para tirar fotos e gravar vídeos. A parte aérea, no entanto, pode ficar para amanhã.

Também hoje, o Almirante Maximiano deve chegar à Baía do Almirantado. Os dois navios já estiveram juntos por aqui em novembro, mas isso foi antes de eu chegar. Ainda não tive a oportunidade de vê-los lado a lado.

De resto, entramos em ritmo de reta final. A janela para o voo que leva os jornalistas de volta ao Chile abre-se dia 16. Em menos de uma semana, portanto. Os próximos dias serão de dedos cruzados para que o tempo permita que conheçamos tudo, ou a ao menos boa parte, do que ainda não vimos, por conta dos dias que passamos confinados, durante a nevasca e (como foi o caso de ontem) por causa do vento forte, com rajadas de mais de 100 km/h.

Se, por um lado, a proximidade do retorno alegra, por conta da saudade da família — e de pequenos luxos e confortos, como ter uma padaria na esquina, uma máquina de café espresso ou um aparador de barba para que eu volte a ter um aspecto de Homo sapiens — por outro, vai ficando a sensação de uma experiência de alguma forma inacabada, incompleta. Há muito que ver, viver e aprender por aqui.