Está chovendo pedaço do cometa Halley!

Estadão

20 Outubro 2010 | 08h48

Esta quinta-feira marca o auge das Orionídeas, uma chuva de meteoros que deve o nome ao fato de ter radiante — o ponto do céu da onde as estrelas cadentes parecem vir — na vizinhança da constelação de Órion.

Diferentemente das Perseidas, que causaram grande expectativa (e alguma frustração) entre os internautas brasileiros em agosto, as Orionídeas são bem visíveis no hemisfério sul.

Para ver os meteoros, a receita é pegar um bom agasalho (a temperatura mínima prevista para hoje e amanhã em São Paulo não passa dos 12º C) e um colchonete, tentar se afastar ao máximo da poluição luminosa das grandes cidades e, depois das 23h, que é quando Betelgeuse, a estrela alfa de Órion, aparece sobre o horizonte, deitar no chão e olhar para o alto do céu.

De acordo com o Fluxtimator da Nasa, nos arredores de São Paulo deve ser possível ver um número crescente de meteoros à medida que a noite entra na madrugada, chegando a seis por hora às 3 horas de sexta-feira. O pico deve acontecer um pouco antes das 6 da manhã de sexta, com mais de 24 meteoros/hora.

Quem quiser tentar a sorte de dentro da zona urbana pode conseguir algo como 1 meteoro por hora na madrugada, começando a partir da meia-noite.

As Orioníedas são causadas pela passagem periódica da Terra por uma nuvem de migalhas do cometa Halley. Quando esses grãos de poeira de cometa colidem com nossa atmosfera, eles se desintegram e produzem o efeito visual das estrelas cadentes.