Ficção científica brasileira, vista pelo lado de fora

Estadão

10 Julho 2010 | 11h23

Acho que já disse por aqui que evito tratar (muito)  de ficção científica no blog, para não correr o risco de ver o assunto dominar de vez o ambiente, mas num miolo de feriado, suponho  que não vou poluir demais a área ao chamar atenção para um lançamento que deve rolar neste mês: Visão Alienígena, M. Elizabeth “Libby” Ginway. Não se trata de um livro “de” ficção científica, mas “sobre” ficção científica. Mais: sobre ficção científica brasileira. E, somando à surpresa, o espanto: ficção científica brasileira contemporânea, tal como praticada por autores vivos e atuantes neste momento.

(Em nome da transparência, confesso que sou um deles)

Libby é pesquisadora da Universidade da Flórida e possivelmente a maior conhecedora da ficção científica praticada no Brasil. Crítica literária e a dinâmica interna da academia brasileira não são exatamente as minhas praias, e portanto nem vou tentar especular sobre os motivos que fazem com que uma especialista da Flórida entenda mais,estude mais e ofereça uma dedicação maior à análise de um aspecto da produção cultural brasileira contemporânea do que, por exemplo, os departamentos de Letras das universidades brasileiras. Apenas ofereço a constatação.

O livro de Libby, que coleciona uma série de ensaios, sai pela editora Devir. O lançamento está marcado para o fim do mês — 22 de julho — na Livraria da Vila da Alameda Lorena, em São Paulo, a partir das 19h.