O melhor é concordar em detestar

Estadão

11 Fevereiro 2010 | 08h47

O psicólogo britânico Richard Wiseman postou em seu blog um decálogo para as relações amorosas, que pode ser acessado (em inglês) aqui. Há algumas sugestões curiosas, como a de que homens que estão com fome tendem a considerar atraentes as mulheres mais rechonchudas, por exemplo.

Mas a dica que realmente parece dizer algo sobre  a natureza humana é a de que compartilhar um desafeto — em resumo, descobrir que você e a garota (ou garoto) com quem você está saindo detestam uma mesma terceira pessoa — cria uma sensação de intimidade e cumplicidade mais depressa do que, por exemplo, ter um amigo em comum.

Ou: para acelerar a formação de um laço com outra pessoa, descubra do que ela não gosta e trate de não gostar disso também.

Wiseman baseia essa dica específica numa série de três experimentos realizados por pesquisadores americanos, descritos em detalhe

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Presumivelmente, escrevem os autores, o compartilhamento de atitudes negativas é sedutor porque estabelece as fronteiras do grupo, eleva a autoestima e oferece muita informação sobre quem detém a atitude.

Elaborando sobre esse último ponto, eles lembram que confessar que não se gosta de alguém pode ser visto como um comportamento arriscado — algo capaz de atrair reprovação, punição, etc. — e que, ao fazer isso, o outro parece estar confiando mais, ou sendo mais sincero, do que se simplesmente soltasse elogios para todos.

Se, além disso, a “culpa” for compartilhada, a conexão está estará estabelecida.