Pausa para o nosso patrocinador

Estadão

08 Dezembro 2009 | 20h20

Hoje o sistema de publicação no blog ficou meio instável, então o evento principal do dia aqui em Ferraz acabou virando matéria para o estadao.com.br, que as almas mais caridosas podem acessar neste link.

Mas, agora que o sistema (parece) ter voltado ao normal, eu gostaria de partilhar algo que não tem nada a ver com a Antártida — ou que tem tudo a ver com tudo, dependendo do seu ponto de vista. Estou falando na nova imagem de campo profundo do Telescópio Espacial Hubble:

hubble-deep-field-new-2

Esta foto foi feita apontando-se uma das câmeras do telescópio para um trecho de espaço com 2,4 minutos de arco — isso é menos de 10% da largura da lua cheia. A imagem é “profunda” porque ela captou luz de cerca de 13 bilhões de anos atrás, sempre lembrando que o Universo como um todo tem 13,7 bilhões. Cada ponto de luz na foto é uma galáxia. Cada galáxia contém estrelas às centenas de bilhões.

Então, para não perder a implicação da coisa: num pedaço de céu menor que a lua cheia há uma coluna de bilhões de anos-luz contendo uma infinidade de galáxias, cada uma abrigando centenas de milhões de estrelas, e talvez planetas, e talvez vida.

É por isso que adoro as ciências astronômicas: nada como uma imagem de campo profundo para, como diria o Analista de Bagé, “ajustar as prioridade”.

(Ah, antes que me esqueça: a temperatura do espaço intergaláctico é de 2,7 K, ou cerca de -270 C. Isso sim é que é abaixo de zero…)