Cientistas do Reino Unido conseguem dar nós em feixes de luz

root

19 Janeiro 2010 | 13h35

O círculo colorido representa o holograma a partir do qual os nós são feitos. Crédito: University of Bristol.

O círculo colorido representa o holograma a partir do qual os nós são feitos. Crédito: University of Bristol.

Fazer nó pode ser mesmo uma arte – vide os inúmeros laços dos marinheiros. Mas dar nó em luz parece realmente incrível. No entanto, a notável proeza foi realizada por uma equipe de físicos da Universidade de Bristol, Glasgow e Southampton.

Controlar a luz a ponto de conseguir fazer um “nó” pode parecer engraçado, mas representa um importante avanço em termos de tecnologia a laser, usada em uma ampla gama de indústrias. “Em um feixe de luz, o fluxo de luz através do espaço é semelhante ao da água que flui em um rio”, explica Mark Dennis, autor do artigo publicado pela Nature Physics. “Embora na maioria das vezes os fluxos sigam uma linha reta – para fora de uma tocha, um ponteiro a laser, etc -, também podem fluir em redemoinhos e turbilhões, formando linhas no espaço chamadas de vórtices ópticos. Ao longo destes vórtices ópticos, a intensidade de luz é igual a zero e a luz ao redor dos nós é preenchida com linhas escuras, mesmo que não possamos vê-las.

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz. No trabalho em questão, a equipe produziu hologramas usando a Teoria dos Nós – um ramo da matemática abstrata inspirada nos nós que fazemos no dia-a-dia, como o cadarço do tênis e cordas. A nova pesquisa demonstra na prática uma aplicação física que antes era considerada completamente abstrata.