Aceita um cafezinho? Café protege contra o câncer de mama ER-negativo

Pesquisadores comprovam que mulheres habituadas a beber café possuem menor incidência de câncer de mama.

taniager

11 Maio 2011 | 15h14

Unir o útil ao agradável pode ser o lema das apreciadoras de um saboroso cafezinho.  Segundo pesquisa realizada no Instituto Karolinska, Suécia, mulheres habituadas a beber café apresentam menor incidência de câncer de mama comparado àquelas que raramente o bebem. O artigo intitulado “Coffee consumption modifies risk of estrogen-receptor negative breast cancer” foi publicado na revista Breast Cancer Research hoje.

O estudo que demonstrou como o café pode reduzir o risco de câncer ER-negativo em mulheres, leva em consideração fatores como estilo de vida, menopausa, exercício, peso, educação e história familiar de câncer de mama, os quais influenciam o desenvolvimento de câncer de mama em mulheres. A equipe liderada pela Dra. Jingmei Li, no Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística do referido Instituto, descobriu que o efeito protetor do café no câncer de mama foi apenas mensurável para o assim chamado estrogênio-receptor (ER)-negativo.

O cancro da mama é uma doença heterogênea e pode ser caracterizado com base no receptor de estrogênio (ER) das células tumorais. Cancros com ER-positivo, em contraste àqueles com ER-negativo, dependem do estrógeno para seu crescimento. Os dois subtipos de câncer de mama são geralmente considerados doenças biologicamente distintas e têm sido associados com perfis notavelmente diferentes de expressão gênica. O ER é clinicamente importante por ser usado como um indicador de prognóstico e prognóstico de tratamento. Os cancros ER-positivos são mais frequentes nos grupos mais idosos e são normalmente tratados com terapia anti-hormonal, como tamoxifeno.

Aproximadamente um terço de todos os cânceres de mama são ER-negativo, e cânceres desse subtipo ER são altamente dependentes da idade e geralmente têm um curso clínico mais agressivo que o câncer com ER-positivo.

Segundo Li, ainda não foi possível determinar quais são os mecanismos que estão por trás do efeito benéfico do café. É improvável que o efeito protetor seja devido a fitos estrógenos presentes nesta bebida, pois não existe nenhuma redução na incidência de câncer ER-positivo, que depende de hormônio para se desenvolver.