Acupuntura desativa áreas do cérebro que estão associadas a dores

Sensação chamada deqi (Qi) pode atuar em regiões específicas do cérebro; cientistas agora querem saber se isso atua contra doenças.

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05 Fevereiro 2010 | 20h19

Acupuntura é um ramo da medicina tradicional chinesa que consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para obtenção de efeitos terapêuticos.

Acupuntura é um ramo da medicina tradicional chinesa que consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para obtenção de efeitos terapêuticos.

Um estudo realizado pela Universidade de York (University of York) e a Hull York Medical School mostra que a acupuntura tem efeitos significativos em estruturas neurais específicas. Quando um paciente recebe o tratamento, uma sensação chamada deqi (Qi) pode ser obtida; análises científicas provam que isso desativa áreas do cérebro que estão associadas à dor.

Os resultados fornecem evidências científicas objetivas de que a acupuntura tem efeitos específicos no cérebro. Isso pode abrir caminho para uma compreensão mais aprofundada do funcionamento da acupuntura. “Os resultados são fascinantes”, afirma Aziz Asghar, neurocientista envolvido na pesquisa. “Se desativar o cérebro constitui um mecanismo que sustenta ou contribui para o efeito terapêutico da acupuntura, é uma questão intrigante que exige mais investigação”.

No ano passado a acupuntura foi recomendada pela primeira vez pelo Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica (NICE) como opção de tratamento do para dores nas costas pelo sistema público de saúde dos Estados Unidos. A recomendação é de que pacientes recebam dez sessões de acupuntura durante um período de até 12 semanas.

Agora, ensaios clínicos estão sendo realizado para investigar a eficácia e a relação custo-benefício da acupuntura em pacientes com a síndrome do instestino irritável e depressão. Estudos recentes demonstraram que o procedimento pode ser eficaz no tratamento da enxaqueca e artrite degenerativa do joelho.