Alzheimer: pesquisadores mostram como função de astrócitos é afetada

Estudo explica por que sistema de proteção do cérebro para de desempenhar seu papel na presença de placas senis, características da doença.

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04 Março 2010 | 21h51

O Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando mais de 25 milhões de pessoas no mundo.

O Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando mais de 25 milhões de pessoas no mundo.

Uma equipe do Laboratório de Biologia Celular do Brain Mind Insitute da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, descobriu parcialmente por que o sistema de proteção do cérebro não desempenha seu papel na presença de placas características do mal de Alzheimer.

As causas da doença ainda são pouco compreendidas, mas pesquisadores sabem que placas de proteína beta-amiloide desempenham um papel-chave no processo que desencadeia a demência. A absorção destes aglomerados no cérebro provoca a morte de neurônios. Em um corpo saudável, os astrócitos – células da glia em forma de estrelas – funcionam como um sistema de proteção. Só que em muitos idosos, elas não cumprem a sua função.

De acordo com os pesquisadores, a proteína passa por um receptor antes de entrar nos astrócitos. Ao impedir esta agregação ou desativando o receptor, a célula continua a cumprir sua função protetora – atuando contra o estresse oxidante e a ingestão de substrato energético.

A compreensão do mecanismo de agregação das placas amilóides pode levar a novos tratamentos que interfiram no processo, recuperando ou impedindo que os astrócitos neuroprotetores se degenerem.

Entendendo o mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada por deterioração cognitiva progressiva, sendo o mais comum tipo de demência. Geralmente afeta pessoas acima dos 65 anos de idade, embora possa ser diagnosticada em indivíduos mais novos.

O primeiro sintoma da doença é a perda de memória. Depois, a pessoa sofre de confusão, irritabilidade, agressividade e falhas na linguagem. Na fase avançada, afeta as capacidades motoras.

Algumas regiões do cérebro de uma pessoa com Alzheimer começam a morrer, sendo substituídas por placas microscópicas de proteína – as chamadas placas senis.

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