Aspirina aumenta mais o risco de hemorragia do que protege em pessoas sem histórico de doença cardiovascular

Aspirina aumenta mais o risco de hemorragia do que protege em pessoas sem histórico de doença cardiovascular

Da redação

11 Janeiro 2012 | 11h42

Divulgação

Por muito tempo a aspirina complementou tratamentos de prevenção contra doenças cardíacas e derrames, por sua capacidade de reduzir a formação de coágulos em vasos sanguíneos. Contudo, um estudo elaborado na St George’s University of London, Inglaterra, mostra que o seu efeito benéfico é fraco frente ao aumento na taxa de risco para hemorragia interna em indivíduos sem histórico de ataque cardíaco ou derrame.

A pesquisa focou a eficácia da aspirina na prevenção primária – ou seja, em pessoas sem registro de ataques cardíacos ou derrames que tomam a droga regularmente – e a prevalência de seus efeitos colaterais. Também avaliou se a taxa de morte por câncer poderia ser reduzida com sua ingestão.  Cem mil indivíduos foram acompanhados durante seis anos, sendo que a metade, grupo de controle, tomou placebo.

O resultado demonstrou que os riscos de morrer por hemorragia interna são muito maiores do que os benefícios considerados. De cada 73 pessoas tratadas, uma sofria hemorragia potencialmente significativa. Isso quer dizer que a redução de 10% na taxa de risco de contrair doenças cardiovasculares era compensada por um aumento de 30% na taxa de risco de morrer por hemorragia interna. Mais significante é a constatação de que a diminuição do risco ocorre apenas em pacientes mais propensos a ataques cardíacos não fatais.