Astrônomos acreditam que Enceladus “bamboleia” ao redor de Saturno

Pluma gigante de água jorrando das fissuras no polo sul da lua de Saturno indicam que havia um reservatório de água abaixo do gelo.

taniager

07 Outubro 2010 | 18h16

Pelo menos quatro plumas distintas de gelo de água vomitam da região polar sul da lua Enceladus de Saturno nesta imagem intensamente iluminada. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Pelo menos quatro plumas distintas de gelo de água vomitam da região polar sul da lua Enceladus de Saturno nesta imagem intensamente iluminada. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

A sonda espacial Cassini da NASA descobriu uma pluma gigante de água jorrando das fissuras na superfície perto do polo sul da lua Enceladus de Saturno em 2005, indicando que havia um reservatório de água abaixo do gelo. Os dados da sonda sugerem também que o sul polar tem liberado cerca de 13 bilhões de watts de energia. Mas como esta lua se mantém quente o suficiente para manter a água líquida no subterrâneo?

Em pequenas luas como esta, a reserva de elementos radioativos geralmente não é grande o suficiente para produzir calor significante por muito tempo. Assim, os cientistas consideraram o papel do aquecimento das marés – a força gravitacional com que Saturno puxa Enceladus que orbita o planeta – como uma forma de manter a lua quente o suficiente para a água líquida permanecer sob sua superfície.

Cientistas em conjunto com a equipe da Cassini compararam um mapa do estresse das forças de maré sobre a crosta gelada de Encéladus com um mapa das zonas quentes criados usando o instrumento espectrômetro de infravermelho composto da sonda.  Áreas com mais estresse deveriam ser sobrepostas às regiões mais quentes no mapa CIR, mas elas não se corresponderam exatamente.

Terry Hurford, do Centro Aeronáutico Espacial Goddard da NASA, e sua equipe acreditam que a discrepância pode ser resolvida se a taxa de rotação da lua Enceladus não é uniforme – se ela bamboleia um pouco quando gira.