Astrônomos da NASA identificam o mais antigo aglomerado de galáxias no universo

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12 Janeiro 2011 | 17h36

Partes do aglomerado em desenvolvimento estão circuladas em branco.  Outros pontos na imagem são estrelas ou galáxias que não fazem parte do aglomerado, a maioria localizada mais próximo de nós. Embora tudo pareça brilhante na imagem, são realmente dezenas de milhares de vezes mais fracas do que poderíamos ver com os nossos olhos. Crédito: Subaru-NASA-JPL Caltech.

Partes do aglomerado em desenvolvimento estão circuladas em branco. Outros pontos na imagem são estrelas ou galáxias que não fazem parte do aglomerado, a maioria localizada mais próximo de nós. Embora tudo pareça brilhante na imagem, são realmente dezenas de milhares de vezes mais fracas do que poderíamos ver com os nossos olhos. Crédito: Subaru-NASA-JPL Caltech.

Astrônomos do Jet Propulsion Laboratory, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, descobriram uma metrópole galáctica em expansão – a mais distante até hoje vista no universo primordial. A antiga coleção de galáxias provavelmente cresceu em um aglomerado de galáxias moderno, semelhante aos aglomerados massivos encontrados atualmente.

O aglomerado em desenvolvimento, chamado COSMOS-AzTEC3, foi descoberto e caracterizado por múltiplos telescópios espaciais, incluindo o Spitzer, Chandra e Hubble, e os observatórios terrestres Keck e Subaru.

Os cientistas chamam este tipo de galáxia em crescimento de proto-aglomerados. A COSMOS-AzTEC3 é o protoaglomerado mais longíquo e massivo, e também um dos mais jovens. Está a aproximadamente 12,6 bilhões de anos-luz da Terra. Estima-se que nosso universo tenha cerca de 13,7 milhões anos. Anteriormente, as versões mais maduras destes aglomerados tinham sido identificadas a 10 bilhões de anos-luz de distância.

Os astrônomos também descobriram que estes aglomerados estão “fervilhando” com rajadas extremas de formação de estrelas, além de apresentar um enorme buraco negro. “Achamos que estas estrelas e os buracos negros são as sementes do aglomerado”, diz Peter Capak, da NASA. “Estas sementes irão eventualmente crescer em uma galáxia central gigante que irá dominar o aglomerado – uma característica encontrada em aglomerados modernos de galáxias”.

A maior parte das galáxias em nosso universo está unida em aglomerados que pontilham a paisagem cósmica, geralmente centradas em uma galáxia – um velho monstruoso contendo um buraco negro. Os astrônomos pensavam que versões primitivas destes aglomerados, ainda em formação, existiam no início do universo. Entretanto, nenhuma prova disso ainda havia sido encontrada.