Astrônomos descobrem explosão de raios-X brilhante na Via Láctea

Corpo celeste emitindo raios-X foi descoberto no dia 17 de outubro passado em nossa galáxia na constelação de Centauro.

taniager

22 Outubro 2010 | 16h58

Imagens das áreas de 10 graus em radianos em torno da nova MAXI J1409-619. Um corpo celeste que não foi observado no dia 12 de outubro brilha no dia 17. Crédito: equipe AXA/RIKEN/MAXI

Imagens das áreas de 10 graus em radianos em torno da nova MAXI J1409-619. Um corpo celeste que não foi observado no dia 12 de outubro brilha no dia 17. Crédito: equipe AXA/RIKEN/MAXI

Astrônomos no Japão, usando um detector de raios-X da Estação Espacial Internacional, e na Universidade do Estado da Pensilvânia, EUA, usando o Observatório espacial Swift da NASA, estão anunciando a descoberta de um novo objeto que emite raios X, mas que anteriormente estava escondido dentro de nossa galáxia Via Láctea na constelação do Centauro.

O objeto é um sistema binário descoberto recentemente, quando um instrumento na Estação Espacial Internacional denominada MAXI (Monitor of All-Sky X-ray Image) – do módulo japonês  “Kibo” – capturou imagens no ato de uma erupção com uma enorme explosão de raios-X, denominada “nova de raios-X”. A equipe da missão MAXI rapidamente alertou astrônomos de todo o mundo para a descoberta da nova fonte de raios-X na madrugada de quarta-feira, 20 de outubro, e o Observatório Swift da NASA rapidamente realizou uma observação oportunista urgente, o que permitiu a localização da nova de raios-X, necessária para a medição de precisão.

A imagem de raios-X detalhada tirada pelo satélite Swift. Um novo corpo celeste desconhecido foi visto na parte mais brilhante (0,2 graus em radianos). Crédito: MAXI/Swift.

A imagem de raios-X detalhada tirada pelo satélite Swift. Um novo corpo celeste desconhecido foi visto na parte mais brilhante (0,2 graus em radianos). Crédito: MAXI/Swift.

A detecção da Swift confirmou a presença da fonte de raios-X brilhante desconhecida, a qual foi nomeada MAXI J1409-619. “As observações feitas pela Swift sugerem que esta fonte é provavelmente uma estrela de nêutrons ou um buraco negro com uma estrela companheira massiva localizada a uma distância de algumas dezenas de milhares de anos-luz da Terra na Via Láctea,” disse David Burrows, professor de astronomia e astrofísica da Universidade do Estado da Pensilvânia e chefe da missão da Swift. “A contribuição do telescópio de raios-X da Swift para esta descoberta decorre do fato de ele poder se movimentar rapidamente para uma posição desejada para focar um determinado ponto no céu, além de poder mapear o céu com alta sensibilidade e alta resolução espacial”.

“A MAXI demonstrou sua capacidade para descobrir novas de raios-X em grandes distâncias,” disse Kazutaka Yamaoka, professor assistente da Universidade Aoyama Gakuin e membro da equipe da missão. “A equipe MAXI está planejando observações coordenadas mais aprofundadas com os satélites da NASA para descobrir a identidade desta fonte.”