Austrália investe em combustível renovável para aviação

O trabalho mostra que é possível utilizar matérias-primas provenientes de processos existentes na indústria de celulose e papel.

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16 Maio 2011 | 15h20

Professores Brian Haynes e Thomas Maschmeyer segurando uma garrafa de óleo biocrude. Crédito: University of Sydney.

Professores Brian Haynes e Thomas Maschmeyer segurando uma garrafa de óleo biocrude. Crédito: University of Sydney.

A Universidade de Sydney, na Austrália, está empenhada em uma pesquisa que pode abastecer a indústria da aviação no futuro a partir de fontes de energia sustentáveis. Liderado pelo professor Thomas Maschmeyer, o trabalho mostra que é possível utilizar matérias-primas lignocelulósicas – provenientes de processos existentes na indústria de celulose e papel ou até mesmo da grama – para obter óleo biocrude.

O processo, desenvolvido em cooperação com a Ignite Energy Resources, fará uso de uma planta que está sendo estudada no campus com a ajuda do professor Brian Haynes, um engenheiro químico da universidade. O procedimento retém quatro vezes mais a energia no biocrude do que seria retida no bioetanol.

Embora esteja otimista, já que a tecnologia será uma grande bênção para a indústria da aviação – que enfrenta um aperto significativo da escalada prevista em função dos preços do petróleo nos próximos anos -, o pesquisador acredita que a necessidade de uma quantidade muito grande de biomassa necessite de um pensamento muito inovador.

“Se fosse para mudar todos os combustíveis da aviação em combustíveis renováveis, baseadas no nosso processo, precisaríamos de cerca de 10 por cento da produção atual mundial da agricultura”, explica ele. “É um número alto, mas posso imaginar que seja possível através de macroalgas, para não competir com o uso atual da terra ou água doce”.