Baixos níveis de testosterona podem ser fator de risco para o Alzheimer

Pesquisadores norte-americanos sugerem que o hormônio possa ter uma ação protetora contra a demência em homens.

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06 Outubro 2010 | 11h43

Idosos com Alzheimer têm mais chances de apresentar também a cognição flutuante.

Baixos níveis de testosterona – hormônio sexual masculino – em homens mais velhos foram associados ao aparecimento da doença de Alzheimer em um trabalho envolvendo cientistas da Universidade de Saint Louis, nos EUA. 

A equipe estudou 153 homens chineses que foram recrutados em centros sociais, com ao menos 55 anos de idade e sem sintomas de demência. Destes, 47 tinham leve comprometimento cognitivo ou problemas de clareza no pensamento, com perda de memória. Em um  ano, dez indivíduos que faziam parte do grupo de perturbações cognitivas desenvolveram Alzheimer, demonstrando também níveis baixos de testosterona, níveis elevados da proteína ApoE 4 (apolipoproteína E) e pressão arterial elevada. 

“É um estudo muito interessante, porque nós mostramos que um baixo nível de testosterona é um dos fatores de risco para a doença de Alzheimer”, afirma John E. Morley, co-investigador do estudo pela Saint Louis. 

Os resultados do trabalho, publicados online no Journal of Alzheimer’s Disease e liderado por Leung-Wing Chu, do Hospital Queen Mary da Universidade de Hong Kong, corroboram pesquisas anteriores que associaram níveis mais baixos de testosterona a cognição prejudicada. Os pesquisadores sugerem que o hormônio possa ter uma ação protetora contra o Alzheimer.

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