Berço cósmico deve entreter astrônomos nos próximos meses

Imagens fornecem dados sobre um raro local de nascimento das maiores estrelas do universo, que podem chegar até 50 vezes a massa do Sol.

root

10 Maio 2010 | 14h42

Imagem no infravermelho médio de uma nuvem gigante, obtidos pelo Spitzer, da NASA Space Telescope. Nas partes amareladas à direita estão os restos de gás que foram aquecidos e estão sendo expulsos pelas jovens estrelas massivas dentro deles, visto em azul. O colapso de gás frio para formar um cluster (agrupamento) maciço é centrado em torno das estrelas brilhantes à esquerda. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Imagem no infravermelho médio de uma nuvem gigante, obtidos pelo Spitzer, da NASA Space Telescope. Nas partes amareladas à direita estão os restos de gás que foram aquecidos e estão sendo expulsos pelas jovens estrelas massivas dentro deles, visto em azul. O colapso de gás frio para formar um cluster (agrupamento) maciço é centrado em torno das estrelas brilhantes à esquerda. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Uma nuvem de gás e poeira a 8 mil anos-luz ao sul da Constelação de Carina, captada por um telescópio de radio australiano, deve entreter astrônomos na próxima temporada. As imagens fornecem dados sobre um raro berço cósmico das maiores estrelas do universo, que podem chegar até 50 vezes a massa do Sol. O objeto está nos estágios iniciais de colapso, oferecendo uma vista incomum das primeiras “contrações” do nascimento de uma estrela gigante.

O entendimento deste tipo de fenômeno pode ajudar pesquisadores a entenderem como nosso sistema solar foi formado – embora o Sol seja bem menor que as estrelas que são formadas ali, cientistas acreditam que ele possa ter sido formado também a partir de agrupamentos que foram então dispersos em espaços de milhões de anos.

Estrelas com dez vezes mais massa que o Sol são objetos raros de serem observados por astrônomos, compreendendo apenas 4% do universo conhecido. A maioria está a pelo menos mil anos-luz distante, o que torna seu estudo algo complicado. É extremamente raro encontrar nuvens de gás e poeira nos primeiros estágios do processo de colapso – a partir do qual se transformam em estrelas gigantes -, porque as próprias estrelas tendem a destruir seus locais de origem.

A descoberta foi resultado de um levantamento das 300 maiores grandes nuvens de gás, utilizando um telescópio de primeira linha – o Mopra, operado pela Australia Telescolpe National Facility – que pode identificar monóxido de carbono e outras moléculas. O time internacional de astrônomos desta pesquisa foi liderado por Peter Barnes, da Universidade da Flórida, nos EUA.

Veja também:

Imagem de incrível berçário estelar é captada na nebulosa Rosette
Cientistas identificam nova espécie de supernova “monstruosa”