Cafeína retarda danos do Alzheimer e restaura funções cognitivas

Experiências com animais e estudos epidemiológicos mostram que a substância pode proteger o organismo contra o declínio cognitivo.

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17 Maio 2010 | 14h09

A cafeína pode ser encontrada em certas plantas e usada para o consumo na forma de infusão. Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.

A cafeína pode ser encontrada em certas plantas e usada para o consumo na forma de infusão. Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.

A cafeína pode retardar a doença de Alzheimer e outras demências, além de restaurar a função cognitiva. Experiências com animais e estudos epidemiológicos mostram que a substância pode proteger o organismo contra o declínio cognitivo. Agora, especialistas lançam luz sobre o assunto em um suplemento especial para o Journal of Alzheimer’s Disease.

De acordo com o trabalho, uma coleção dos estudos originais sobre o tema – envolvendo pesquisadores internacionais – transmite diversas perspectivas que vão desde alvos moleculares da cafeína até alterações e adaptações neurofisiológicas para os mecanismos subjacentes às ações comportamentais e neuroprotetoras da substância em patologias distintas no cérebro.

Estudos epidemiológicos revelam uma associação entre o consumo regular de cafeína e diminuição da incidência da doença de Parkinson, por exemplo. Em animais, experiências mostram que a cafeína impede a neurodegeneração do cérebro. No Alzheimer, a cafeína parece atuar da mesma maneira, impedindo a deterioração da memória.

Embora tudo indique que a cafeína seja um agente capaz de reduzir os danos cerebrais ocasionados por estas doenças, os editores da publicação ressaltam que várias questões metodológicas devem ser resolvidas antes que os pesquisadores avancem para testes clínicos decisivos.

O suplemento especial “Therapeutic Opportunities for Caffeine in Alzheimer’s Disease and Other Neurodegenerative Diseases” foi editado por Alexandre de Mendonça, do Instituto de Medicina Molecular e Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e Rodrigo A. Cunha, do Centro de Neurociência e Biologia Celular e Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em Portugal.

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