Caminhar reduz tempo de internação de pacientes idosos

Estudo mostra ser um engano acreditar que pessoas mais velhas hospitalizadas devam permanecer na cama.

taniager

08 Agosto 2011 | 14h21

Crédito: University of Haifa.

Crédito: University of Haifa.

Caminhar em seus quartos ou pelas áreas da enfermaria durante a hospitalização reduz a duração da estadia de pacientes geriátricos nas alas internas. Isso foi mostrado em um novo estudo realizado pelo Dr. Efrat Shadmi e Dr. Anna Zisberg do Departamento de Enfermagem da Universidade de Haifa, Israel, e publicado na revista Archives of Internal Medicine.

Os pesquisadores constataram que todos os pacientes que andavam reduziram sua internação em uma média de um dia e meio, em comparação com aqueles que não exerciam esta mobilidade física. O estudo revelou também que aqueles que andaram pela enfermaria no primeiro dia de hospitalização encurtaram suas estadias mais do que os outros. O resultado da pesquisa encontrado é relevante, independentemente do estado de saúde dos pacientes.

De acordo com os pesquisadores, pacientes mais velhos poderiam enganosamente acreditar que quando estão hospitalizados devem permanecer na cama. No entanto, estudos com idosos mostraram que o oposto é verdadeiro. A capacidade de reserva muscular pode diminuir muito rapidamente em pessoas mais velhas. Quando trocam um modo de mobilidade – mesmo que seja mínima – por um estado de imobilidade quase completo, estes pacientes perdem muito rapidamente sua reserva muscular. Poucos dias de hospitalização já seriam suficientes para acarretar mais dificuldades de funcionamento orgânico e outras complicações.

Este estudo, juntamente com outros novos estudos na área, mostra não apenas que andar vale a pena realmente, mas também indica que a simples intervenção para incentivar caminhadas nas enfermarias geriátricas deveria ser considerada seriamente, para encurtar o período de internação do paciente idoso. “Dado a utilização da capacidade máxima em muitos hospitais, esta conclusão pode ser de grande valia”, argumentam os responsáveis pelo estudo.