Equipe descobre mecanismo genético que fortalece glioblastoma

Este tipo de câncer no cérebro, mais comum e bem mais agressivo, não responde bem a determinadas terapias.

root

01 Outubro 2010 | 11h33

Ressonância magnética mostra glioblastoma em cérebro de paciente. Crédito: Wikipedia.

Ressonância magnética mostra glioblastoma em cérebro de paciente. Crédito: Wikipedia.

Uma equipe liderada por pesquisadores do Memorial Slon-Kettering Cancer Center publicou um estudo que oferece uma nova perspectiva sobre mudanças genéticas responsáveis por algumas formas de glioblastoma. Este tipo de câncer no cérebro, mais comum e bem mais agressivo, não responde bem a determinadas terapias.

Há vários subtipos de glioblastoma, todos caracterizados por alterações genéticas encontradas nas células tumorais. Um subtipo comum é conhecido por células com o aumento da sinalização de uma proteína chamada receptor do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR).

No estudo em questão, os pesquisadores analisaram amostras de triagem de pacientes com tumores de mutação PDGFR. A equipe descobriu que quase metade de todos os casos de glioblastoma com excesso de cópias do gene PDGFR também teve rearranjo nos genes, criando proteínas que eram continuamente ativadas.

Estes rearranjos eram formas abreviadas da proteína ou envolviam a fusão da proteína com outro receptor. Genes de fusão ainda não tinham sido encontrados em tumores cerebrais, mas são bem conhecidos em alguns tipos de leucemia e tumores sólidos.

A presença de rearranjos no gene PDGFR sugere que estes tumores específicos evoluíram para serem dependentes da sinalização por meio deste receptor, um alvo para vários medicamentos em fase de desenvolvimento. De acordo com a equipe, o trabalho mostra a necessidade de identificação exata do subtipo de glioblastoma no paciente, para que a terapia seja direcionada de forma adequada.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na Genes & Development.