Resistência à insulina: novo processo de captação de glicose descoberto

Pesquisadores descobriram novo processo molecular ativado nos músculos durante o exercício e que auxilia a eliminação da glicose.

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20 Agosto 2010 | 12h16

Tanto lipídeos como carboidratos são queimados pelos músculos esqueléticos durante atividade física. Crédito: University of Copenhagen.

Tanto lipídeos como carboidratos são queimados pelos músculos esqueléticos durante atividade física. Crédito: University of Copenhagen.

Pesquisadores da Universidade de Copenhague e da Harvard descobriram um novo processo molecular que é ativado nos músculos durante o exercício e que auxilia a eliminação da glicose no sangue. A descoberta pode levar a novos tratamentos para pacientes diabéticos com resistência à insulina.

Tanto lipídeos como carboidratos são queimados pelos músculos esqueléticos durante atividade física. Os hidratos de carbono consistem em glicogênio armazenado nos músculos e glicose extraída do sangue. Desta forma, é um bom dissipador para a eliminação da glicose na corrente sanguínea.

Este processo se diferencia do transporte de glicose utilizado pela insulina, representando uma via alternativa para aumentar a captação de glicose em indivíduos com resistência à insulina.

Os pesquisadores estudaram uma nova proteína chamada Snark que é ativada nos músculos esqueléticos, em resposta à contração e exercícios – tanto em roedores como em humanos. Por meio da utilização de modelos animais transgênicos com superexpressão do Snark, a equipe constatou que a contração induzida para a captação da glicose pode ser aumentada em até 50%, em comparação com os animais de controle.

Os resultados do trabalho mostram que o Snark tem um papel fundamental no transporte da glicose durante a atividade física, mas também sugere que múltiplos sinais podem mediar os efeitos da contração sobre a ativação do transporte de glicose.

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