Celular pode favorecer produção de espermas de "má qualidade"

Pesquisa mostra que o uso de celular pode aumentar nível de testoterona no corpo, mas também favorece diminuição da fertilidade.

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19 Maio 2011 | 15h51

Nem pense em ligar da clínica para o amigo e chorar as pitangas porque você foi diagnosticado com uma qualidade pobre de espermas. De acordo com uma pesquisa realizada pela Queen’s University, no Canadá, o uso de celular parece aumentar o nível de testoterona circulando no corpo, mas também favorece a produção de espermas de “má qualidade” e diminuição da fertilidade.

Rany Shamloul, autor responsável pelo trabalho, não sabe ainda explicar a razão, mas diz que os resultados de sua pesquisa sugerem que pode haver um mecanismo intrigante por trás da associação. A equipe descobriu que homens que utilizavam celulares constantemente tinham muita testosterona no corpo e níveis bem altos do hormônio luteinizante (LH), uma proteína que no homem estimula células a produzirem a própria testosterona – mas que é necessária apenas em pequenas quantidades. Este importante hormônio reprodutivo é secretado pela glândula pituitária no cérebro.

Os pesquisadores acreditam que as ondas eletromagnéticas emitidas pelos telefones celulares podem ter uma dupla ação sobre isso. Elas aumentam o número de células dos testículos que produzem testosterona, mas, diminuíndo os níveis de LH excretados pela glândula, também podem bloquear a conversão deste tipo de base de testosterona circulantes para sua forma mais ativa, associada com a produção de esperma e fertilidade.

Mais pesquisas são necessárias para determinar especificamente os caminhos exatos pelos quais as ondas eletromagnéticas afetam a fertilidade. Por enquanto, não custa nada regular um pouco a conta do celular.

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