Células geneticamente modificadas podem recuperar lesões nos rins

Experimentos em roedores mostram forma promissora de tratar futuramente pacientes que sofrem de insuficiência renal.

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23 Junho 2010 | 14h00

Imagem microscópica demonstra como células modificadas para tratar a insuficiência renal em ratos se integram ao tecido dos rins. Crédito: Indiana University.

Imagem microscópica demonstra como células modificadas para tratar a insuficiência renal em ratos se integram ao tecido dos rins. Crédito: Indiana University.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, nos EUA, conseguiram tratar com sucesso uma lesão renal aguda usando células geneticamente modificadas. Em experimentos em laboratório, eles conseguiram fazer com que estas células produzissem uma proteína que atua no desenvolvimento embrionário dos rins.

Os resultados sugerem que no futuro estas mesmas células poderiam ser inseridas no corpo de uma pessoa com insuficiência renal via intravenosa, em vez de cirurgia. Atualmente, o problema atinge cerca de 5% de todos os pacientes, fazendo com que os rins não funcionem adequadamente na remoção de resíduos do corpo.

Em modelos animais, a proteína SAA – que também é produzida pelo fígado durante estresses como infecções – mostrou bons resultados. Anteriormente, os pesquisadores observaram que a aplicação direta da proteína nas células do rim induziu a produção de túbulos, como os encontrados nos rins saudáveis, que removem os resíduos do sangue.  


O próximo passo seria testar o método em seres humanos. Contudo, a equipe teve que modificar as células do rim. “Em outros estudos, proteger os rins geralmente não funciona depois que a lesão já começou”, explica Katherine Kelly, co-autora do trabalho publicado no American Journal of Physiology. “Mas isso é um grau significativo de proteção dos rins, especialmente para algo que está sendo feito depois do acontecido”.

Imagens microscópicas mostraram que as células inseridas se integraram aos rins de forma relativamente simples. “Agora sabemos que as células podem ser modificadas e integradas no rim a partir de uma longa distância”, ressalta Jesus Dominguez, que também participou da pesquisa. “O nosso modelo parece estar se transformando em um modelo de transplante”.

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