Cientistas bloqueiam diferenciação de células estaminais do câncer

Equipe mostra que é possível "estacionar" células-tronco do câncer por tempo determinado, impedindo formação de células cancerosas.

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28 Maio 2010 | 15h05

Estudo utilizou células-tronco presentes no câncer de mama, mas os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada no estudo de qualquer tipo de câncer.

Estudo utilizou células-tronco presentes no câncer de mama, mas os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada no estudo de qualquer tipo de câncer.

Cientistas da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, descobriram uma forma de bloquear a diferenciação de células estaminais do cancro. Por um tempo determinado, é possível fazer com que células-tronco permaneçam células-tronco e não se transformem em células cancerosas.

O método, inédito, permitirá o estudo mais aprofundado para caracterizar as células-tronco que se diferenciam em câncer, permitindo o desenvolvimento de drogas que possam orientar o caminho de diferenciação no futuro.

Células-tronco do câncer são mais poderosas do que outros tipos de células cancerosas, resistindo mais à quimioterapia e baixos níveis de oxigênio e acidez – condições geralmente encontradas dentro de um tumor. Apesar de existirem em pequenas concentrações, acredita-se que sejam responsáveis pelo início e sobrevivência do tumor enquanto ele cresce e se espalha pelo corpo (metástase).

As células-tronco levam cerca de três ou cinco semanas para se transformarem em células diferenciadas, tornando o seu estudo algo bastante complicado. Para a pesquisa em questão, a equipe marcou as células estaminais de câncer com proteína verde fluorescente e um indutor específico Oct3/4.

“Por meio desta abordagem podemos essencialmente congelar as células-tronco em seu estado atual, cultivá-las em quantidades ilimitadas e, em seguida, estudá-las”, explica Edward Prochownik, responsável pela pesquisa. “Então, seremos capazes de compreender o que faz com que células-tronco cancerosas fiquem mais fortes do que outros tipos de células do câncer”.

Além disso, conseguir armazenar muitas células estaminais é um passo para o desenvolvimento de drogas mais eficazes contra este tipo específico de célula. “O objetivo é fazer um arsenal de terapias para alvejar tanto o tumor como um todo, como as células-tronco cancerosas específicas”, acrescenta o pesquisador.

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