Microchips de seda dão adeus aos exames caros e demorados

Microchips feitos de fibras de seda desenvolvidos por físicos da Universidade de Sydney são uma forma nova e sofisticada de monitorar a saúde.

taniager

11 Junho 2010 | 14h32

Casulos de seda iguais aos usados por Peter Domachuk no laboratório. Crédito: cortesia da Universidade de Sydney.

Casulos de seda iguais aos usados por Peter Domachuk no laboratório. Crédito: cortesia da Universidade de Sydney.

Microchips feitos de fibras de seda desenvolvidos por físicos da Universidade de Sydney, Austrália, são uma nova forma sofisticada de monitorar a saúde.

A equipe de Peter Domachuk demonstrou em laboratório que estes microchips podem medir o oxigênio quando embebidos com hemoglobinas. Os cientistas também esperam poder incorporar a eles uma ampla variedade de proteínas para viabilizar dezenas de testes de sangue simultaneamente em postos de atendimento, eliminando a necessidade de enviar as amostras para exames clínicos em laboratórios de patologia.

A equipe acredita que em menos de uma década os chips de seda estarão em uso em todos os hospitais, clínicas e lares.

As fibras de seda podem ser modeladas na forma de pastilhas minúsculas ou “bio-chips” para realização de testes clínicos e medições de sinais vitais de maneira mais rápida e barata que a oferecida pela tecnologia convencional. 

Como a seda não interfere na atividade dos componentes bioquímicos atrelados a ela, existe maior sensibilidade para monitorar e detectar os estados de saúde de pacientes. Além disso, ela poderá ser implantada no tecido orgânico, pois não dispara respostas do sistema imunológico.

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