Novo mecanismo celular associado ao câncer de pâncreas é identificado

Dois processos interagem e contribuem para a doença. Resultados podem ajudar no desenvolvimento de métodos de diagnóstico mais precisos.

root

31 Maio 2010 | 12h18

Imagem de adenocarcinoma pancreático localizado na região superior do pâncreas. Crédito: Wikipedia.

Imagem de adenocarcinoma pancreático localizado na região superior do pâncreas. Crédito: Wikipedia.

Melhor prevenir do que remediar. Partindo desta ideia, pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, conseguiram encontrar uma forma mais precisa de detectar o câncer de pâncreas precocemente. A doença geralmente tem poucas opções de tratamento e o prognóstico é pobre, e o diagnóstico tardio pode limitar ainda mais a abordagem médica. Quanto mais cedo for descoberto, melhor.

Dois tipos de alteração celular contribuem para o desenvolvimento do câncer de pâncreas: mutações em uma família de genes conhecida como RAS e o aumento da atividade na via de sinalização Hedgehog – um mecanismo de transmissão do sinal molecular ativado durante o crescimento embrionário.

Estes dois processos interagem e contribuem para a doença. Experiências com ratos mostram que a ativação dos genes de câncer na família RAS faz com que células cancerosas secretem o fator SHH que ativa a sinalização de Hedgehog, bloqueando a capacidade das células tumorais de responderem ao estímulo. Isso assegura a sobrevivência das células mutantes, estimulando também o crescimento das células próximas.

Além disso, os pesquisadores conseguiram identificar as proteínas que regulam a sensibilidade das células de tumores ao SHH. Os resultados podem ajudar o desenvolvimento de métodos de diagnóstico mais precisos e melhores estratégias de tratamento.

Veja também:

Pesquisadores usam escorpião brasileiro para entender pancreatite
Câncer de pâncreas: composto com quimio pode ser arma potente
Pesquisadores isolam anticorpo que atua apenas sobre células de câncer