Estudo sobre vibração de átomos aumenta potencial do vidro

Nova técnica pode ajudar em aplicações como a imobilização de resíduos nucleares e biomaterial para regeneração óssea.

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03 Março 2010 | 16h43

Pesquisa poderá ampliar o potencial do vidro para novas utilizações.

Pesquisa poderá ampliar o potencial do vidro para novas utilizações.

O vidro é um dos materiais mais antigos já produzidos pelo homem, com mil e uma utilidades. Mas, cientistas da Universidade de Kent, nos EUA, querem mais: pretendem expandir o potencial do vidro ao revelar com mais clareza como os seus átomos vibram.

A nova técnica pode ajudar significativamente as investigações em curso no grupo de materiais funcionais da faculdade de física da universidade, para a utilização do vidro em aplicações como a imobilização de resíduos nucleares e biomaterial, com o desenvolvimento de um vidro biodegradável para a regeneração óssea.

Em artigo publicado pela Physical Review, os pesquisadores demonstram como a equipe usou vários tipos de vidro contendo diferentes isótopos de oxigênio – o que implica na diferença de massa e vibração. A velocidade das vibrações foi então medida através de uma técnica conhecida como espalhamento inelástico de nêutrons.

“O conhecimento de como os átomos vibram em sólidos é fundamental para explicar as propriedades térmicas de materiais, como, por exemplo, naqueles usados para a produção de energia, que operam em temperaturas elevadas”, explica Gavin Mountjoy, responsável pela pesquisa. “Apesar de tudo, sempre foi difícil estudar átomos vibrando em óculos, porque os átomos não estão dispostos de modo regular e previsível, como são nos cristais. Até agora, a compreensão deste fenômeno tem sido muito dependente das simulações de computador”.

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