Cinco alterações no genoma aumentam o risco de aneurisma

Pesquisa da Yale identifica três novas variantes genéticas que podem aumentar as chances de uma pessoa apresentar o problema.

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05 Abril 2010 | 15h00

Estudo com genoma mostra mais três alterações do código genético associadas ao risco de aneurisma cerebral.

Estudo com genoma mostra mais três alterações do código genético associadas ao risco de aneurisma cerebral.

Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, identificou três novas variantes genéticas que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver o aneurisma cerebral. O estudo eleva para cinco o número de regiões do código genético que contribuem para os cerca de 500 mil casos da doença que ocorrem anualmente no mundo.

“Essas descobertas fornecem insights importantes para as causas de aneurismas e são um passo crucial no desenvolvimento de exames que possam diagnosticar pessoas com alto risco de apresentar os sintomas da doença”, diz Murat Gunel, autor do artigo publicado na edição de 04 de abril da Nature Genetics. “Dada as consequências muitas vezes devastadoras do sangramento no cérebro, a detecção precoce pode ser a diferença entre a vida e a morte”.

Após a análise dos genomas e alterações no código genético compartilhadas por quase 6 mil pacientes com aneurisma cerebral do Japão e 14 mil europeus, os pesquisadores concluíram que pessoas que carregam todas as variantes de risco descobertas tendem a ter entre cinco e sete vezes mais chances de sofrer um aneurisma do que outros indivíduos.


Em geral, o aneurisma hemorrágico ocorre na faixa dos 50 anos e normalmente não apresenta nenhum sinal de advertência. Na maioria dos casos o problema leva à morte ou a um dano cerebral grave. “Embora ainda muita coisa precise ser feita, esse estudo fornece novas pistas fundamentais sobre as causas dessa desta doença catastrófica, que apontam para novas oportunidades de diagnóstico precoce e intervenção terapêutica”.

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