Como bactérias se alimentam de lixo para produzir energia limpa

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15 Dezembro 2009 | 21h57

Uma descoberta de cientistas da University of East Anglia, na Inglaterra, pode contribuir para o desenvolvimento de sistemas que usam resíduos domésticos ou agrícolas para gerar energia limpa. Os resultados do estudo, publicado hoje pela revista científica Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), demonstram pela primeira vez a forma pela qual algumas bactérias sobrevivem na ausência de oxigênio e se alimentam de metais sólidos.

Bactérias podem ajudar o homem a despoluir ambientes contaminados pelo petróleo e urânio.

Bactérias podem ajudar o homem a despoluir ambientes contaminados pelo petróleo e urânio.

A novidade pode ser aplicada no desenvolvimento de um novo micróbio baseado em tecnologias como as células de combustível, ou biobaterias, alimentado por dejetos humanos ou animais, funcionando como agentes de limpeza de áreas poluídas por petróleo ou urânio. A utilização destas bactérias em células a combustível microbiana alimentadas por esgotou ou estrume de vaca também está sendo explorada.

Uma célula a combustível microbiana funciona quando micróbios se alimentam de algum tipo de material orgânico e liberam elétrons e prótons, que são atraídos pelo oxigênio de outro compartimento. Nesta “passagem”, uma espécie de tela impede a passagem dos elétrons, que são obrigados a usar outro escape: um fio metálico. Este fluxo consiste na eletricidade gerada pelas bactérias.

A pesquisa mostra que as bactérias podem construir minúsculos fios na parede celular que permitem a condução direta dos elétrons para um mineral. Isto significa que há liberação de carga elétrica a partir do interior da célula.