Consumo de ibuprofeno pode reduzir risco de Parkinson em até 40%

Outros anti-inflamatórios e analgésicos não surtiram qualquer efeito na redução do risco de uma pessoa desenvolver a doença.

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18 Fevereiro 2010 | 12h33

Consumo de ibuprofeno também é associado à redução do risco de Alzheimer.

Consumo de ibuprofeno também é associado à redução do risco de Alzheimer.

Pessoas que tomam regularmente ibuprofeno podem reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença de Parkinson, segundo um estudo desenvolvido pela Harvard School of Public Health em Boston, EUA. A pesquisa envolveu 136 mil pessoas que não tinham a doença no começo das avaliações.

Os participantes foram questionados sobre o uso de drogas anti-inflamatórias não-esteroides, incluindo a aspirina, ibuprofeno e acetaminofeno. Após seis anos, 293 participantes tinham desenvolvido o mal de Parkinson.

Usuários regulares de ibuprofeno tiveram 40% menos chance de desenvolver a doença de Parkinson do que pessoas que não tomam ibuprofeno. Além disso, pessoas que tomavam quantidades mais elevadas foram menos propensas a doença do que pessoas que tomaram baixas quantidades da droga. Os resultados foram os mesmos em pessoas de diferentes idades, independente do tabagismo ou consumo de cafeína.

“O ibuprofeno foi o único anti-inflamatório do grupo associado a um risco menor de Parkinson”, diz Gao Xiang, um dos pesquisadores do estudo. “Outros anti-inflamatórios e analgésicos, incluindo aspirina e paracetamol, não parecem ter qualquer efeito na redução do risco de uma pessoa desenvolver a doença”.

Agora, novas pesquisas devem centrar seus esforços para descobrir como e por que o ibuprofeno reduz o risco da doença de Parkinson.

O que é a doença de Parkinson?

O Parkison é uma condição neurodegenerativa que causa tremores, rigidez nos membros, lentidão, transtornos de humor e de comportamento, distúrbios de sono e outros sintomas. A doença é caracterizada pela perda de dopamina, composto associado à comunicação das células do cérebro.

Fatores genéticos podem explicar apenas uma pequena porcentagem dos casos da doença. Fatores ambientais são os mais prováveis contribuintes, principalmente as exposições prolongadas a herbicidas e inseticidas usados em fazendas ou a metais como o cobre, manganês e chumbo.

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