Pílula e reposição hormonal diminuem risco de ruptura de aneurismas

Queda de estrogênio na menstruação e menopausa pode explicar por que aneurismas cerebrais são mais frequentes em mulheres.

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30 Julho 2010 | 16h25

Contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal podem proteger as mulheres contra a ruptura de aneurismas cerebrais – causando um dos tipos de derrame, ou sangramento, no órgão -, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Rush, nos EUA.

O estudo partiu da constatação de que o problema era mais frequente em mulheres com uma média de 52, na pós-menopausa, compreendendo 70% dos casos. É justamente nesta fase da vida que há uma queda severa nos níveis de estrogênio no corpo da mulher.

“Ao entender a potencial ligação entre baixos níveis de estrogênio e aneurismas, podemos focar nessas áreas de estudo com a esperança de proporcionar terapias preventivas a mulheres que correm o risco de aneurismas cerebrais”, ressalta Michael Chen, segundo autor do trabalho apresentado na reunião anual da Sociedade de Cirurgia Neurointervencional Americana.

Conduzido durante dois anos, o trabalho também envolveu também a análise de 60 mulheres com aneurismas intactos (75%) e rupturas de aneurisma (35%) entre 31 e 80 anos de idade. A equipe questionou o histórico ginecológico e o uso de medicamentos que alteram os níveis de estrogênio. Outras variáveis foram o início da menstruação, idade da mulher ao se tornar mãe, uso e duração de contraceptivos orais, idade do início da menopausa e terapia de reposição hormonal.

Os resultados mostram que a queda nos níveis de estrogênio que ocorrem na menstruação e especialmente na menopausa pode explicar por que aneurismas cerebrais são mais frequentes em mulheres – particularmente a partir dos 50 anos. A equipe acredita que a estabilização do hormônio pode proteger as mulheres quem estão em risco elevado para a doença.

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