Descoberta sobre infecção por herpes pode levar a novos tratamentos

Vírus pode afetar células Langerhans. Contudo, ao invés de irem até os linfonodos para ativar resposta imune forte, tornam-se pegajosas e morrem.

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15 Junho 2010 | 13h14

Pesquisador Franz Puttur também participou da pesquisa. Crédito: The University of Sydney.

Pesquisador Franz Puttur também participou da pesquisa. Crédito: The University of Sydney.

Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, identificaram como as células da pele são infectadas pelo vírus Herpes Simplex (HSV), que causa afta, herpes genital, doença cerebral grave e infecção neonatal. A descoberta pode levar finalmente a uma vacina para a doença.

“A pele representa um importante ponto de entrada, portanto, compreender como as células imunológicas se comportam durante a infecção é de importância vital para os pesquisadores que tentam encontrar uma cura para o HSV”, diz Cheryl Jones, principal pesquisador.

A equipe usou vírus fluorescentes e roedores em que as células do sistema imunológico estavam marcadas com proteína verde fluorescente para observar como o vírus afeta o organismo assim que entra na pele.

Os pesquisadores observaram que o herpes pode afetar células Langerhans, as células imunológicas localizadas na parte superior da pele. Contudo, ao invés de fazê-las sair até os linfonodos para ativar uma resposta imune mais forte, tornam-se pegajosas e morrem.

“Nós também demonstramos pela primeira vez que células-T delta gama na pele podem ser infectadas por HSV tão logo ocorra a infecção”, ressalta Cheryl. “Ainda estamos investigando o efeito disso, mas este trabalho fornece informações importantes para o desenvolvimento de microbicidas e vacinas contra o vírus”.

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