Alimentos "anti-inflamatórios" podem ter complexa ação benéfica

Mesma dieta foi capaz de reduzir o colesterol, triglicérides, pressão arterial e risco de coágulos no sangue, melhorando a memória.

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15 Outubro 2010 | 15h23

Alimentos já conhecidos por seus efeitos anti-inflamatórios podem ter uma ação bem mais complexa no organismo. Os resultados de um estudo realizado pela Universidade Lund, na Suécia, mostram que uma mesma dieta foi capaz de reduzir o colesterol em 33%, lipídios no sangue em 14%, pressão arterial em 8% e risco de coágulos no sangue em 26%. Um marcador de inflamação no corpo também foi drasticamente reduzido, ao passo que a memória e funções cognitivas foram melhoradas.

“Os resultados superaram nossas expectativas. Gostaria de afirmar que não houve nenhum estudo anterior com efeitos similares sobre “indivíduos saudáveis”, diz Inger Bjorck, professor de nutrição e alimentos e chefe do centro de diabetes da universidade.

O trabalho contou com a participação de 44 pessoas saudáveis e com excesso de peso entre os 50 e 75 anos de idade. Durante quatro semanas, elas comeram alimentos que, acredita-se, podem reduzir a inflamação de baixo grau no corpo – uma condição que desencadeia a síndrome metabólica e, portanto, a obesidade, o diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A dieta teste era rica em antioxidantes, alimentos com carboidratos de liberação lenta, ácidos graxos ômega, produtos integrais, probióticos e fibras dietéticas. Entre os alimentos consumidos, estavam os peixes gordurosos, cevada, proteína de soja, mirtilos, amêndoas, canela, vinagre e um tipo específico de pão integral.

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