Digitalização do nariz pode ser forma rápida de identificação de suspeitos

Pesquisa mostra que técnica pode ser precisa e mais rápida no processamento da imagem em relação às técnicas convencionais de biometria.

root

02 Março 2010 | 16h03

Pesquisadores da Universidade de Bath defendem a digitalização do nariz como forma mais rápida e eficiente de biometria.

Pesquisadores da Universidade de Bath defendem a digitalização do nariz como forma mais rápida e eficiente de biometria.

Pode mesmo fazer sentido a expressão “Não meta o nariz onde não é chamado”. Afinal, é esta parte do rosto que pode revelar a sua verdadeira identidade, muito mais do que a íris ou impressão digital. Pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, defendem que a digitalização desta parte do corpo pode ser uma forma mais rápida e eficiente de biometria, ou seja, da identificação de um indivíduo a partir de suas características físicas.

Com as preocupações relacionadas à imigração ilegal e outros crimes, autoridades têm buscado novas maneiras de identificar pessoas. Diferente de outras partes do rosto utilizadas para a biometria facial, como olhos e orelhas, o nariz não é algo lá muito fácil de esconder – além de permanecer inalterado, independente da expressão facial.

Os pesquisadores, então, resolveram testar se a imagem de um nariz poderia realmente indicar uma identidade. Usando um sistema fotográfico chamado PhotoFace, desenvolvido por uma equipe da University of West of England (Bristol) e Imperial College London, eles escanearam o rosto de voluntários em 3D. Depois, usaram um programa de computador para a análise de acordo com seis tipos de nariz.


Ao invés de usar toda a forma do nariz, os pesquisadores utilizaram três características para a análise: o perfil, a ponta e o espaço entre os olhos na parte superior do nariz. Eles combinaram os dados para distinguir 36 indivíduos cadastrados em um banco de dados. Os resultados mostram que a técnica pode ser precisa, além de ser mais rápida no processamento da imagem em relação às técnicas convencionais de biometria, como o reconhecimento de todo o rosto. O única barreira, caso o método seja utilizado, seria a popularização da cirurgia estética. Neste caso, leitura da íris e impressão digital parecem mais eficientes.

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