Uso de fibrinogênio pode reduzir risco de hemorragias em cirurgias cardíacas

Pesquisadores acreditam que regular a quantidade de fibrinogênio pode ser uma forma de terapia preventiva para procedimentos cirúrgicos.

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03 Maio 2010 | 13h09

Pesquisadores acreditam que regular a quantidade de fibrinogênio pode ser uma forma de terapia preventiva em pacientes antes do procedimento cirúrgico.

Pesquisadores acreditam que regular a quantidade de fibrinogênio pode ser uma forma de terapia preventiva em pacientes antes do procedimento cirúrgico.

Um elemento no sangue humano tem um papel bem mais crucial na capacidade de coagulação do que se supunha. Em ensaio clínico realizado por uma equipe da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, pacientes receberam uma dose de fibrinogênio antes de serem submetidos a cirurgias cardíacas, mostrando que a técnica reduz o risco de hemorragia.

Os resultados podem levar a novas estratégias para reduzir complicações em cirurgias de revascularização ou substituição de válvula. Nestes procedimentos, o coração e os pulmões ficam parados temporariamente enquanto uma máquina bombeia o sangue.

“Contudo, o uso de uma bomba tem efeitos negativos sobre a capacidade de coagulação no sangue, e os efeitos duram poucas horas após a operação”, explica Martin Karlsson, autor da tese. “Isso aumenta o risco de hemorragia. Não está claro por que alguns pacientes têm mais problemas do que outros, mas vários fatores podem estar envolvidos”.

O fibriogênio é uma das proteínas de coagulação mais importantes no sangue. Entretanto, até então não se sabia exatamente qual quantidade do elemento era necessária para assegurar a coagulação após a cirurgia cardíaca.

“Descobrimos que a quantidade de fibrinogênio no sangue do paciente imediatamente antes da cirurgia está diretamente relacionada ao quanto o paciente sangra depois, e também para a necessidade de transfusões após a cirurgia”, ressalta Karlsson. “Como regra geral, pacientes com baixos níveis de fibrinogênio no sangue antes da cirurgia sangram mais, mesmo que tenham níveis que anteriormente eram considerados normais e suficientes”.

Outros estudos serão necessários para confirmar os resultados, já que a experiência foi um estudo-piloto da técnica. Entretanto, os pesquisadores acreditam que regular a quantidade de fibrinogênio pode ser uma forma de terapia preventiva em pacientes antes de procedimentos cirúrgicos, e em casos em que o risco de hemorragias é alto.