Proteínas podem ajudar em teste de urina para detecção de câncer nos rins

Estudo é o primeiro a mostrar que é possível identificar presença de 90% dos cânceres de rins. Atualmente não há teste de diagnóstico para o problema.

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08 Abril 2010 | 10h33

Pesquisadores Evan Kharasch e Jerry Morrissey no laboratório onde equipe descobriu duas proteínas na urina associadas ao câncer no rim. Crédito: Robert Boston / WUSTL.

Pesquisadores Evan Kharasch e Jerry Morrissey no laboratório onde equipe descobriu duas proteínas na urina associadas ao câncer no rim. Crédito: Robert Boston / WUSTL.

Pesquisadores da Washington University em St. Louis, nos EUA, identificaram duas proteínas que são expelidas pela urina em pessoas com câncer nos rins. A descoberta pode levar a um exame preciso e um diagnóstico precoce da doença.

O estudo é o primeiro a mostrar que certas proteínas podem alertar para a presença de pelo menos 90% dos cânceres de rins. Atualmente não há nenhum teste de diagnóstico para o problema. Cerca de 80% dos tumores são descobertos sem querer, durante um ultrassom ou outro exame requerido por queixas de dores abdominais.

“O câncer dos rins é um silencioso e frequentemente fala tipo de câncer”, ressalta o líder do trabalho Evan D. Kharasch. “Mais de 80% dos pacientes morre após dois anos do diagnóstico, e mais de 95% morrem em cinco anos porque ao ser diagnosticado, já está espalhado pelo rim. Se for detectado precocemente, entretanto, o câncer pode ter cura em grande parte dos casos”.  

As proteínas aquaporin-1 (AQP1) e adipophilin (ADFP) não estão presentes em altos níveis na urina de pessoas saudáveis. “Acreditamos que da mesma maneira que usamos mamografia para o câncer de mama e teste de sangue para o câncer de próstata, poderemos ter a oportunidade de detectar essas proteínas pela urina, como uma maneira de identificar a presença do câncer de rim”, diz Kharasch.

Agora, os pesquisadores precisam verificar se os níveis dessas proteínas encontradas na urina de pessoas doentes é proporcional ao tamanho do tumor, e se o exame conseguiria identificar o problema em estágios muito iniciais.

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