Pesquisadores estimam emissões de gases de efeito estufa no MT

Pesquisadores do Brown-Marine Biological Laboratory estimaram emissões de dióxido de carbono, oxido nitroso e metano no Mato Grosso.

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27 Julho 2010 | 19h34

Governo do Mato Grosso espera reduzir as emissões de gases de efeito de estufa focando no desmatamento, que tem sido muito utilizado para dar espaço para culturas como estas, de soja.

Governo do Mato Grosso espera reduzir as emissões de gases de efeito de estufa focando no desmatamento, que tem sido muito utilizado para dar espaço para culturas como estas, de soja.

Prever o desmatamento pode ser uma tarefa bastante complicada. Mas, em um artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores do Brown-Marine Biological Laboratory estimaram as emissões de dióxido de carbono, oxido nitroso e metano no Mato Grosso pela combinação de dados históricos de mais de um século. A equipe aponta possíveis cenários para o desmatamento e uso da terra no estado.

Os resultados mostram que um compromisso recente assumido pelo Governo do Mato Grosso para reduzir as taxas de desmatamento em 89% até 2020 seria uma forma eficaz de minimizar emissões futuras de gases de efeito estufa. “Nosso estudo mostra que não só o Mato Grosso pode talvez alcançar o objetivo, mas, se ficar com ele, temos uma estimativa de quanto seriam suas emissões de gases do efeito estufa”, explica Gillian Galford, responsável pela pesquisa.

Galford e seus colegas consideraram dois cenários para a mudança no uso da terra no Mato Grosso no futuro. No aspecto de mercado, mudanças no desmatamento e uso da terra ocorrem nas mesmas taxas rápidas associadas ao começo do século 21, quando mata nativa e pastos estavam sendo convertidos rapidamente para servir a propósitos agrícolas. Em termos de governança leva em conta o compromisso do estado para reduzir o desmatamento: uma estimativa de mais de duas vezes menos emissões de gases do efeito estufa até 2050

A emissão de gases de efeito estufa é uma grande preocupação na região amazônica. “Este é um dos lugares mais dinâmicos de mudança de cobertura de terra no planeta”, diz John Mustard, co-autor do estudo. “Como isso afeta as emissões de carbono agora e o que nos reserva no futuro?”. De acordo com a equipe, a resposta está na observação e modelação. As estratégias utilizadas neste estudo poderiam ser utilizadas, assim, em outras regiões tropicas para prever os resultados das mudanças no uso da terra.

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