Identificados mecanismos que podem desencadear doenças degenerativas

Processos que regulam a diferenciação das células-tronco em ratos podem explicar doenças desencadeadas em seres humanos.

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25 Junho 2010 | 17h36

Jon Oatley, professor de fisiologia reprodutiva que liderou o estudo. Crédito: Penn State.

Jon Oatley, professor de fisiologia reprodutiva que liderou o estudo. Crédito: Penn State.

Um mecanismo que regula a diferenciação das células-tronco (capacidade de se transformar em células especializadas do corpo) em ratos pode explicar quando e por que doenças degenerativas são desencadeadas nos seres humanos. A pesquisa, realizada pela Universidade Penn State, nos EUA, oferece abordagem interessante que poderá ser usada no desenvolvimento de novos tratamentos e prevenção de diversas doenças.

Os pesquisadores manipularam uma proteína chamada STAT3, que sinaliza para as células-tronco a permanecerem como células-tronco, promoverem a auto-renovação ou se diferenciarem em tipos especializados de células. Durante as observações, a equipe identificou alguns reguladores importantes da auto-renovação de células-tronco espermatogoniais (que dão origem ao esperma).

“Neste estudo, observou-se que a deficiência de sinalização da STAT3 aumenta a auto-renovação das células-tronco espermatogoniais sem afetar a proliferação das células em geral”, explica Jon Oatley, professor de fisiologia reprodutiva que liderou o estudo.


Para não envelhecer, basta se autorenovar

A proteína STAT3, ativa pelos tecidos do corpo e essencial à vida, regula genes envolvidos no crescimento, divisão, movimentação e autodestruição celular. Todos os tecidos do corpo são baseados em tipos específicos de células diferenciadas, constantemente perdidas por morte celular e envelhecimento – e substituídas quando células-tronco se auto-renovam para manter as funções do corpo.

Se algum processo nesta divisão sai errado, a quantidade de células especializadas é alterada. “Observamos um mecanismo que está envolvido na diferenciação de células-tronco, e fomos realmente capazes de alterar a decisão de diferenciação em auto-renovação”, diz Oatley. “Agora, nós estamos no primeiro nível; descobrimos isso em um rato, e nós esperamos poder começar a observar isso nas doenças humanas, para ver se o mesmo caminho é válido”.

Os resultados foram publicados na edição online de junho da Biology of Reproduction.

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