Texacephale langstoni: nova espécie de dinossauro é descoberta nos EUA

Espécie herbívora tinha o tamanho de um cachorro médio e possuía uma bola óssea acima do crânio. Deve ter vivido há 70 ou 80 milhões de anos.

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19 Abril 2010 | 17h24

O Texacephale langstoni foi um dinossauro do tamanho de um cachorro médio. Crédito: Nicholas Longrich.

O Texacephale langstoni foi um dinossauro do tamanho de um cachorro médio. Crédito: Nicholas Longrich.

Paleontólogos da Universidade Yale, nos EUA, descobriram uma nova espécie de dinossauro. Batizado de Texacephale langstoni (Texacephale de “cabeça texana” e langstoni como referência ao paleontólogo Wann Langston), o animal pertencia ao gênero de bípedes pachycephalosaur. A espécie era herbívora, tinha o tamanho de um cachorro de médio porte e possuía uma bola óssea acima do crânio. Deve ter vivido na Terra entre 70 e 80 milhões de anos atrás. É uma das 12 conhecidas atualmente pelo osso na parte superior do crânio – provavelmente usado para o combate, como búfalos e bois-almiscarados.

Os dois fragmentos do crânio do animal foram encontrados no Parque Nacional Big Bend, no sudoeste texano, em 2008. Pesquisadores da Universidade de Yale compararam o achado com dezenas de fósseis de espécies relacionadas, encontradas no Canadá e Montana. Após muitas análises, eles confirmaram que os fósseis pertenceram a um novo gênero, o pachycephalosaur.

A descoberta reafirma a ideia de que os dinossauros encontrados no Canadá e norte dos EUA eram diferentes dos seus vizinhos do sul. “Em vez de estarem espalhados em todo o continente norte-americano, vemos bolsões de diferentes tipos de dinossauros que estão bem isolados uns dos outros”, ressalta Nicholas Longrich, autor principal do artigo. “Toda vez que pegamos bons fósseis do Texas, eles acabam se mostrando muito diferentes daqueles do norte”.


Porque fósseis da região do Big Bend são raros e tendem a estarem em péssimo estado de conservação, cientistas não conseguem ter uma visão completa das diferentes espécies que habitaram o local. Entretanto, a equipe de pesquisadores pode ter encaixado uma importante peça no enigma: este grupo específico de dinossauros, antes relacionado à Ásia, pode ter evoluído na América do Norte,

Longrich espera que novas espécies sejam encontradas no futuro como os fósseis encontrados no Texas. “Acredito que subestimamos a quantidade de espécies existentes”, diz ele.

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