Estimulação da medula espinhal pode aliviar sintomas do Parkinson

Diferenças na frequência emitida podem levar ao agravamento ou melhora dos sintomas, com melhor locomoção e sustentação.

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14 Junho 2010 | 12h25

Ilustração da doença de Parkinson feita no ano de 1886. Crédito: Wikipedia.

Ilustração da doença de Parkinson feita no ano de 1886. Crédito: Wikipedia.

Um novo trabalho realizado pelo Rhode Island Hospital mostra que a estimulação da medula espinhal pode ser capaz de aliviar alguns sintomas do mal de Parkinson. Os resultados da pesquisa serão apresentados numa reunião bienal da American Society for Stereotactical and Functional Neurosurgery, que começa hoje em Nova Iorque, EUA.

Estudos anteriores já mostraram que o método pode melhorar a função motora em modelos animais com mal de Parkinson. No trabalho em questão, os pesquisadores testaram a estimulação da medula em um único homem de 82 anos com a doença, com o objetivo de testar os efeitos em múltiplas frequências, enquanto o paciente estava sem medicação.

A equipe, liderada por Ming Cheng, mostra que sintomas podem ser agravados com baixa frequência, mas revertidos com frequências altas – melhorando a locomoção e sustentação do corpo. Ao ser replicado em um segundo paciente, o experimento mostrou resultados semelhantes.


Embora o trabalho tenha sido muito limitado, já que foi realizado por completo em apenas um indivíduo, os pesquisadores acreditam que possam levar a novas pesquisas que mostras os benefícios da abordagem para pacientes com mal de Parkinson.

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