Estimulação do cérebro pode ajudar paciente meses após AVC

Pesquisa sugere que o lado afetado do cérebro também pode contribuir para a recuperação de movimentos de alguma forma.

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16 Julho 2010 | 17h42

Estimulação magnética combinada a exercícios de reabilitação padrão podem ajudar pacientes meses depois de AVC.

Estimulação magnética combinada a exercícios de reabilitação padrão podem ajudar pacientes meses depois de AVC.

Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, mostraram pela primeira vez que a estimulação cerebral combinada a exercícios de reabilitação simples podem ajudar pacientes a recuperarem movimentos do braço e das mãos vários meses após um acidente vascular cerebral.

“Esta pesquisa mostra que é possível induzir o cérebro a ser mais receptivo aos exercícios de reabilitação, permitindo que reaprenda a controlar bem o movimento”, diz Winston Byblow, um dos responsáveis pelo estudo. “A deficiência nos membros superiores é muito comum após um acidente vascular cerebral, e pode ter um grande impacto na qualidade de vida das pessoas e em suas independências”.

Como muitos pacientes que sofreram AVC tendem a precisar de uma reabilitação para voltar a andar e falar, o movimento dos braços e das mãos é considerado muitas vezes menos relevante. Neste sentido, o novo estudo dá esperança para quem sofre com deficiências permanentes em membros superiores depois de meses do acidente vascular cerebral.

A equipe trabalhou com dez participantes que tinham deficiência nos braços e mãos após seis meses do AVC. Foram submetidos a estimulação magnética no crânio, em áreas associadas ao controle dos movimentos de membros superiores. Após as sessões, alternadas com exercícios padrão de reabilitação, as pessoas mostraram melhoras significativas em tarefas como levantar um objeto como o dedo indicar e o polegar (que exigem destreza manual e coordenação de músculos ao longo do tecido do braço).

“A ideia de reequilibrar o cérebro tem sido defendida por muitos pesquisadores, mas nossos estudos mostram que o lado afetado do cérebro contribui para a recuperação de alguma forma”, explica Bylblow. “É frequentemente aceito que devemos focar o lado saudável do cérebro durante a reabilitação, mas estudos mostram que não é tão simples assim. Há um grande potencial inexplorado no lado danificado do cérebro, e não se trata apenas de recusar o lado sadio para forçar o lado afetado para trabalhar mais”.

O artigo mais recente sobre o estudo foi publicado na revista Stroke.

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