Estudo avalia idosos centenários para descobrir segredo da longevidade

Qual o segredo da longevidade em humanos? Resposta pode estar realmente nos genes, relatam os pesquisadores.

taniager

03 Agosto 2011 | 21h06

Crédito: Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University.

Crédito: Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University.

Qual o segredo da longevidade em humanos? De acordo com um artigo publicado no Journal of the American Geriatrics Society, a resposta pode estar realmente nos genes: algumas pessoas conseguem alcançar mais de 95 anos mantendo os mesmos hábitos de um simples mortal. Dietas, atividades físicas e vícios, como o álcool e o cigarro, não teriam tanta influência quanto certas ‘armas’ biológicas protetoras.

A pesquisa, realizada na Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade de Yeshiva, EUA, contou com a participação de 477 indivíduos entre 95 e 112 anos (75% tinham mais de 95 anos) descendentes de judeus Ashkenazi – um grupo considerado geneticamente ‘mais homogêneo’ para a pontuação de diferenças genéticas. Outro grupo, composto por 3,164 pessoas nascidas na mesma época dos longevos e estudadas entre 1971 e 1975, foi usado como grupo de controle.

Os participantes foram questionados sobre seus estilos de vida aos 70 anos e durante a vida adulta. Questões como peso, altura, índice de massa corporal (IMC)  foram avaliados. A equipe também obteve informações sobre o consumo de álcool, tabagismo, atividades físicas e alimentação.

Os resultados mostraram que as pessoas com longevidade excepcional não tinham hábitos mais saudáveis do que o grupo de comparação. Por exemplo: 27 por cento das mulheres idosas e uma porcentagem igual das mulheres na população geral tinham uma dieta de baixa caloria. Entre os homens de vida útil longa, 24 por cento consumiu álcool diariamente, em comparação com 22 por cento da população em geral. E apenas 43 por cento dos centenários masculinos relataram envolvimento em exercício regular de intensidade moderada, em comparação com 57 por cento dos homens do grupo de controle.

Segundo o Dr. Nir Barzilai, chefe da equipe, um estudo anterior já havia mostrado que certas variantes de genes exerciam efeitos psicológicos específicos que elevavam significativamente os níveis de HDL (“colesterol bom”). O novo estudo sugere que centenários podem ter genes que ajudam a combater efeitos prejudiciais de um estilo de vida pouco saudável. Além disso, centenários são significativamente menos propensos a se tornarem obesos.