Estudo inédito fornece meios para atrasar a digestão de gorduras

Descoberta de sinergia que ajuda a quebrar gorduras propicia meios para a produção de gorduras de absorção lenta.

taniager

19 Agosto 2010 | 12h18

Cientistas do Instituto de Pesquisa de Alimentos do BBSRC (Conselho de Pesquisa de Biotecnologia e Ciências Biológicas), Reino Unido, descobriram uma sinergia inesperada que ajuda a quebrar a gordura. A descoberta fornece um foco para encontrar maneiras de diminuir a digestão de gorduras e, finalmente, criar estruturas alimentares que induzam à saciedade.

“Muito da gordura nos alimentos processados é ingerido sob a forma de emulsões, como sopas, iogurte, sorvete e maionese,” disse o Dr. Peter Wilde do referido instituto. “Nós estamos desmembrando os mecanismos da digestão usados para quebrá-las e podermos projetá-las como gorduras de digestão mais lenta.”

Se a digestão de gordura for atrasada e os ácidos graxos forem capazes de alcançar o íleo (seção final do intestino delgado), sua presença estimulará hormônios de indução de saciedade.

Os cientistas estão experimentando usar camadas de proteínas para estabilizar emulsões e atrasar a digestão de gorduras.

Neste estudo, eles descobriram que uma proteína de soro normalmente estável é parcialmente quebrada quando ela é anexada à superfície de uma emulsão. Quando um tensoativo – substância que diminui a tensão superficial – é introduzido, ele age sinergicamente com a gordura quebrando a camada protéica com mais eficiência. O acesso de enzimas e sais biliares, que quebram a gordura, é melhorado quando a barreira é enfraquecida.

“Nós estamos fazendo experiências com tratamentos de enzimas e calor  para reduzir o efeito sinergético e tornar a barreira protéica mais forte”, diz Wilde.

Os cientistas acreditam que o estudo dos mecanismos precisos, pelos quais as emulsões se comportam sob diferentes condições e como elas são digeridas, poderá ser usado para controlar a saciedade.

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