Estudo revela que galáxias em espiral se formam com mais facilidade

As 30 mil galáxias analisadas apresentam uma rica variedade de formas apesar das semelhanças com a Via Láctea.

taniager

11 Outubro 2010 | 12h48

Uma pequena seleção de 16 galáxias (da amostra principal de 30 mil galáxias analisadas por Kambiz Fathi ilustrando a rica variedade das formas que atingiram estas galáxias, apesar de suas semelhanças com a Via Láctea em termos de seus conteúdos de estrelas nas regiões centrais. Cada painel se estende por uma área em ângulo de 0.03 x 0.03 graus no céu, e alguns dos objetos são menores, uma vez que estão mais longe de nós. Crédito: K. Fathi/SDSS.

Uma pequena seleção de 16 galáxias (da amostra principal de 30 mil galáxias analisadas por Kambiz Fathi ilustrando a rica variedade das formas que atingiram estas galáxias, apesar de suas semelhanças com a Via Láctea em termos de seus conteúdos de estrelas nas regiões centrais. Cada painel se estende por uma área em ângulo de 0.03 x 0.03 graus no céu, e alguns dos objetos são menores, uma vez que estão mais longe de nós. Crédito: K. Fathi/SDSS.

Uma grande quantidade de galáxias em espiral no universo pode revelar maior facilidade para este tipo de formação. O astrônomo Kambiz Fathi do Instituto de Astronomia da Universidade de Estocolmo, Suécia, responsável pelo estudo, também concluiu que galáxias do porte da Via Láctea são as maiores galáxias em espiral dos últimos 3,4 bilhões de anos na história de 13,7 bilhões de anos do universo.

Para chegar a essas conclusões, Fathi mediu imagens de 30 mil galáxias utilizando as instalações do Observatório Virtual Europeu (EURO-VO) do ESO. Observatórios virtuais possibilitam aos astrônomos usarem o poder da internet e grandes bancos de dados para reutilizar e combinar as observações já existentes de vários telescópios diferentes de maneiras inovadoras. Em cada uma das 30 mil galáxias, ele estimou o número de estrelas nas partes das galáxias onde os braços de espirais são salientes, utilizando imagens do telescópio Sloan Digitized Sky Survey. O Sol ocupa justamente um lugar como este na Via Láctea.

Desde a década de 70, astrônomos têm observado que o número de estrelas no meio de galáxias espiraladas nunca é muito maior do que na Via Láctea. Este limite máximo é conhecido como lei do Freeman, astrônomo australiano Ken Freeman, que observou a recorrência pela primeira vez. Os astrônomos tinham verificado anteriormente a lei de Freeman em algumas dezenas de galáxias, mas a amostra bem maior de Fathi mostrou agora que ela se aplica muito mais regularmente, e quanto mais se volta ao tempo como o de 3,4 bilhões de anos atrás.

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