Estudo mostra que imigração e felicidade podem ser incompatíveis

Pesquisa estabelece se pessoas que foram motivadas por rendimentos mais elevados realmente alcançam maior felicidade pela imigração.

taniager

31 Agosto 2010 | 13h23

O sociólogo David Bartram da Universidade de Leicester, Reino Unido, demonstrou que nem sempre os imigrantes encontram a felicidade do outro lado da fronteira. Seu estudo intitulado “Economic Migration and Happiness: Comparing Immigrants’ and Natives’ Happiness Gains from Income” foi publicado recentemente na Social Indicators Research.

A pesquisa procurou estabelecer se as pessoas que foram motivadas por rendimentos mais elevados em um país rico realmente alcançam maior felicidade através da migração.

Bartram comparou a felicidade de 1400 imigrantes com a dos nativos de mesmos ganhos de rendimento e concluiu que a maior parte deles pode ter exagerado nas expectativas sobre o que eles conseguiriam e experimentariam no novo destino.

O estudo levou em consideração se os imigrantes seriam pessoas diferentes daquelas que optam por permanecer em sua pátria, em razão de poderem se tornar felizes quando seus rendimentos são elevados.

“Migrantes que viajam para diferentes margens de maior renda podem ser definidos pela decepção – porque a riqueza não é sinônimo de felicidade”, concluiu Bartram.

Para o autor, os imigrantes são menos felizes que os nativos, porque a virtude para eles é a capacidade de sempre ganhar a maior renda disponível em um país rico. Suas aspirações aumentam tanto quanto seus rendimentos.

“Muitos de nós somos culpados por acreditarmos que o dinheiro é mais importante para a felicidade do que realmente é. E a pesquisa mostra que os imigrantes não são muito diferentes. No entanto, a vida deles em um país rico pode ser muito difícil”. Existe um preço real a pagar por deixarem suas famílias e suas comunidades.

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