Evento catastrófico confirmaria suposições sobre nascimento estelar

Fenômeno pode ser o responsável por bloquear o nascimento de estrelas em uma galáxia maciça formada há três bilhões de anos no universo.

taniager

10 Março 2010 | 13h37

Foto: Esta é uma representação artística que mostra a saída de resíduos de um buraco negro hiperdenso localizado dentro da galáxia. (Crédito: NASA/CXC/M.Weiss)

Foto: Esta é uma representação artística que mostra a saída de resíduos de um buraco negro hiperdenso localizado dentro da galáxia. (Crédito: NASA/CXC/M.Weiss)

Pesquisadores, liderados pelo Departamento de Física da Universidade de Durham, Reino Unido, encontraram, recentemente, evidências de um evento catastrófico. Eles acreditam que o fenômeno pode ser o responsável por bloquear o nascimento de estrelas em uma galáxia massiva ( de grande massa)  formada há três bilhões de anos no Universo primitivo – cerca de um quarto da idade atual do universo. A pesquisa, financiada pela Royal Society e a Royal Astronomical Society, foi publicada no Monthly Notices of Royal Astronomical Society. As observações foram realizadas com o espectrógrafo de campo integral o infravermelho próximo (NIF) no observatório Gemini.

Os cientistas concluíram que a galáxia explodiu em uma série de explosões – trilhões de vezes mais poderosas do que qualquer outra causada por uma bomba atômica. As explosões aconteceram a cada segundo por milhões de anos. O gás libertado da atração gravitacional da galáxia, chamada SMM J1237 6203, foi suficiente para formar novas estrelas. Desta forma, as explosões contribuíram para regular o crescimento da galáxia com sucesso.

Eles acreditam que o grande aumento de energia foi provocado tanto pela saída de fragmentos do buraco negro da galáxia como por ventos fortes gerados por estrelas moribundas chamadas supernovas.


Devido às propriedades observadas em galáxias maciças perto de nossa Via Láctea, os pesquisadores sugeriam que um grande evento poderia ter bloqueado abruptamente a formação estelar nas galáxias primitivas e interrompido a sua expansão. Acreditavam que a energia liberada pela explosão havia soprado as galáxias para bem distante e impedido a formação de novas estrelas. Agora, a evidência do fenômeno pode ser comprovada quando os cientistas observaram as saídas de grande quantidade de energia em ação.

O próximo passo da equipe é estudar outras galáxias massivas que formam estrelas no universo primitivo para ver se elas apresentam características semelhantes. A descoberta pode aumentar a compreensão sobre a formação e evolução das galáxias.

A universidade de Durham faz parte de uma equipe de construção do espectrômetro K-Band Multi-Object (KMOS) para o enorme telescópio do Observatório do Sul da Europa (ESO). O KMOS será utilizado para investigar os processos físicos e ambientais que moldam a formação e evolução das galáxias.

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