Benefícios da dieta do glúten em austistas são colocados em questão

Teoria que defende atividade enzimática insuficiente no trato gastrointestinal de autistas não tem comprovação científica, afirmam pesquisadores.

root

28 Abril 2010 | 19h35

Teoria que defende atividade enzimática insuficiente no trato gastrointestinal de autistas não tem comprovação científica, afirmam pesquisadores.

Teoria que defende atividade enzimática insuficiente no trato gastrointestinal de autistas não tem comprovação científica, afirmam pesquisadores.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, afirmam não haver dados científicos que comprovem que a restrição ao glúten em crianças com transtorno do espectro autista possa ser benéfica. A conclusão foi obtida após uma análise dos 15 principais estudos realizados até hoje sobre o método.

“Muitas causas para o transtorno de espectro autista têm sido propostas”, diz Austin Mulloy, responsável pelo departamento de educação especial na universidade. “Embora a etiologia real permaneça desconhecida, as ‘potenciais’ causas têm sido traduzidas em métodos de tratamento e passadas ao público bem antes de termos evidências suficientes de sua eficácia ou segurança”.

Uma das teorias para explicar o autismo defende que pessoas com esta condição não têm atividade enzimática suficiente no trato gastrointestinal. Segundo essa ideia, o portador de transtorno do espectro autista absorveria subprodutos tóxicos liberados na digestão do glúten (encontrada nos grãos, como trigo e cevada) e caseína (leite e produtos lácteos).

De acordo com os pesquisadores, os estudos anteriores apresentam várias falhas metodológicas. A equipe recomenda que a restrição seja feita apenas em pacientes com alergias ou intolerância ao glúten e caseína.

Veja também:

Proteína “do x frágil” altera sinais do cérebro essenciais ao aprendizado
Teste de genoma oferece diagnóstico bem mais preciso do autismo
Pesquisa quer encontrar ligação genética entre autismo e esquizofrenia
Falha no córtex sensorial explica aversão ao toque de “autistas”
Relação entre idade da grávida e nascimento de criança com autismo é confirmada