Fantasticamente realistas: sons de objetos quebrando são sintetizados

Adeus às vocalizações ou gravações de sons de objetos em filmes, desenhos e vídeos games. Sons sintetizados são mais realistas.

taniager

15 Julho 2010 | 17h54

Os sons produzidos por um cofrinho de porquinho sendo esmagado incluem a fratura inicial e a pancada dos cacos da cerâmica e das moedas no chão. Os cientistas da Universidade de Cornell estão sintetizando estes sons para mixá-los com as imagens animadas por computador. Crédito: cortesia da Universidade de Cornell.

Os sons produzidos por um cofrinho de porquinho sendo esmagado incluem a fratura inicial e a pancada dos cacos da cerâmica e das moedas no chão. Os cientistas da Universidade de Cornell estão sintetizando estes sons para mixá-los com as imagens animadas por computador. Crédito: cortesia da Universidade de Cornell.

Adeus às vocalizações ou gravações de sons de objetos quebrando em filmes, desenhos e vídeos games. Sons registrados desta maneira não são tão realistas. Os cientistas da computação da Universidade de Cornell estão sintetizando sons para acompanhar imagens animadas de objetos quebrando ou sendo esmagados com uma realidade fantástica.  A matéria foi publicada hoje pela universidade.

Os métodos utilizam um modelo gráfico computacional que decifra as vibrações de objetos quebrando e como estas vibrações criam o som.

“Nós vamos calcular o movimento, a imagem e o som de uma forma integrada,” explicou Doug James, professor de ciência da computação. “Nós não vamos calcular o movimento e a imagem e tentar adicionar o som depois”.  

Os sons produzidos por um objeto rígido sendo atingido, ou quando choca-se com o chão, vêm principalmente das vibrações dos cacos logo após a quebra, muito mais do que da vibração produzida pelo objeto inteiro no momento da fratura.

O computador calcula como cada fragmento vibrará quando é dada a ele a quantidade de energia armazenada pela deformação causada pelo impacto, energia que é liberada em forma de som. O cálculo leva em consideração a distância que o objeto foi lançado e a quantidade de força que foi utilizada.

Os dados são então armazenados em um banco de sons, que não são de sons gravados, mas de rotinas de computador para cálculo de vibração de elipsóides de vários tamanhos e formas, conforme obtidas pela vibração de cada caco em questão.

Mais interessante ainda, é acompanhar o vídeo produzido na pesquisa.

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