Folhas de grafeno podem ser usadas em curativos antibactericidas

"Papel diferente" não pode ser contaminado, sugerindo aplicações diversas para a área da saúde e indústria de alimentos.

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21 Julho 2010 | 21h48

Nova forma de papel feita de folhas de grafeno pode ajudar a combater bactérias que causam doenças em aplicações que vão desde curativos antibacterianos a embalagens de alimentos. Crédito: ACS Nano.

Nova forma de papel feita de folhas de grafeno pode ajudar a combater bactérias que causam doenças em aplicações que vão desde curativos antibacterianos a embalagens de alimentos. Crédito: ACS Nano.

Esqueça o band-aid: a nova onda agora pode ser mesmo o papel de óxido de grafeno (uma folha plana de átomos de carbono supercompactados). De acordo com cientistas do Instituto de Física Aplicada de Xangai, na China, este papel diferente não pode ser contaminado, sugerindo aplicações diversas para a área da saúde e indústria de alimentos.

Experiências com bactérias E. coli mostraram que o material é um potente antiséptico, além de não agredir células humanas, com toxicidade muito baixa. Perfeito para aquele machucadinho pouco ventilado do pé. Antibacterianos são muito usados, incluindo antibióticos, íons metálicos, compostos de amônio quaternário. Entretanto, há uma preocupação recorrente sobre os efeitos ambientais, resistência a medicamentos e os altos custos de produção.

Os pesquisadores estão entusiasmados com os resultados, publicados no jornal mensal ACS Nano (Graphene-Based Antibacterial Paper). De acordo com a equipe, estes nanofolhas de grafeno podem ser produzidas em massa, facilmente transformadas em papel autônomo e flexível.

O grafeno, descoberto apenas em 2004, tem se mostrado promissor para uma série de utilizações comerciais e industriais por suas interessantes propriedades: células solares, chips de computadores e sensores. Entretanto, esta é uma evidência de que ele pode contribuir também para a área médica.

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